Secção de História da Medicina | Sociedade de Geografia de Lisboa

Participei numa reunião de trabalho da Mesa da Secção de História da Medicina da Sociedade de Geografia de Lisboa, que integro como 2.º Secretário, dedicada à preparação das próximas iniciativas e à valorização da história da Medicina como património científico e cultural.
Reunimos a Mesa da Secção de História da Medicina da Sociedade de Geografia de Lisboa num almoço de trabalho que foi também um momento de partilha entre a Direção da Secção e sócios com diferentes percursos, experiências e histórias, unidos pelo interesse pela ciência, pela Medicina e pela cultura.
Há uma ideia que considero particularmente importante: quem não conhece a história da Medicina está condenado a redescobri-la.
Cada gesto clínico que hoje consideramos adquirido resulta de séculos de observação, tentativa, erro, coragem e descoberta. Da medicina tropical às grandes campanhas de saúde pública, dos físicos de bordo das naus aos nomes que marcaram a ciência portuguesa, compreender a evolução da Medicina é também compreender uma parte importante da história de Portugal e da sua relação com o mundo.
Preservar e estudar esse património com rigor não é um exercício de nostalgia. É uma forma de formar melhores profissionais, compreender a evolução do pensamento científico, reconhecer aqueles que nos antecederam e olhar com maior lucidez para os desafios contemporâneos da saúde.
É com esse propósito que a Secção desenvolve uma atividade transversal às diferentes áreas da Medicina Humana e Animal, promovendo conferências, visitas, exposições e publicações no Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa e nas Memórias, ao mesmo tempo que estabelece pontes com sociedades científicas, associações e ordens profissionais.
Foi um gosto partilhar este momento com o Doutor Rui Pires de Carvalho, Presidente da Secção, a Doutora Ana Pires da Silva, Vice-Presidente, e o Dr. Rosado Pinto, 1.º Secretário. É uma honra integrar esta equipa como 2.º Secretário, no contexto de uma instituição com um património histórico e científico tão relevante.
Nesta reunião começámos também a preparar as próximas iniciativas da Secção, que serão apresentadas em breve.
Conhecer de onde viemos não significa viver no passado. Significa compreender melhor o presente para construir, com mais conhecimento, o futuro da Medicina.






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