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Encontro Ciência e Inovação 2026 | Preparar o Futuro

Foto do escritor: J João Mendes
J João Mendes
17 de jul.
2 min de leitura

Participei no Encontro Ciência e Inovação 2026, dois dias de reflexão sobre as prioridades que irão orientar o futuro da investigação, da inovação e da competitividade em Portugal.


Nos dias 15 e 16 de julho, participei no Encontro Ciência e Inovação 2026 – “Preparar o Futuro”, no Centro de Congressos de Lisboa, o primeiro grande evento organizado pela nova Agência para a Investigação e Inovação (AI²).


A sessão de abertura contou com o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, seguindo-se um programa que reuniu responsáveis governamentais, comunidade científica, instituições de ensino superior, empresas e parceiros europeus. Entre os participantes estiveram o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e a Secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão.


Este encontro acontece num momento particularmente relevante. Portugal está a discutir as prioridades estratégicas que deverão orientar o ecossistema nacional de investigação e inovação nos próximos anos, procurando reforçar a articulação entre produção de conhecimento, inovação, economia e sociedade.


Para quem trabalha diariamente em investigação e no ensino superior, acompanhar esta discussão é fundamental. Temas como o financiamento da ciência, a investigação clínica, a inteligência artificial e saúde digital, as infraestruturas científicas e a ligação entre academia, empresas e sociedade têm consequências diretas na capacidade das instituições para investigar, inovar e gerar impacto.


Na Egas Moniz, esta reflexão é particularmente relevante para o trabalho desenvolvido através do CiiEM – Centro de Investigação Interdisciplinar Egas Moniz. Precisamos de compreender as prioridades nacionais e europeias, antecipar oportunidades e continuar a posicionar a nossa investigação nas áreas em que podemos produzir conhecimento diferenciador e responder aos grandes desafios da saúde.


A ciência não se prepara apenas para o próximo projeto ou para o próximo concurso de financiamento. Exige visão de longo prazo, capacidade de estabelecer prioridades e um ecossistema que consiga transformar conhecimento em inovação e impacto.

Preparar o futuro faz-se assim: com visão, com método e com a comunidade científica, tecnológica, empresarial e institucional à mesma mesa.



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